De todas as peças da indumentária gaúcha, a bombacha é a mais conhecida e usada. A peça está incorporada no vestuário de homens e mulheres, usada no dia a dia, no campo e na cidade. Conforto, praticidade e sentimento de pertencimento a uma cultura são os principais fundamentos da popularidade desta peça. Maria Aparecida Ortiz da Costa aprendeu a fazer bombachas aos 12 anos de idade. Órfão de mãe aos 5 anos, morava com os avós em Tunas (RS) e cresceu observando a sua tia, Noemia Wilde, eu era costureira. Na época, era a bombacha simples, sem os favos, mas aprendeu logo e desde então nunca mais parou. A primeira máquina era de pedal, pertencera a sua mãe. Aos 15 anos ganhou do pai uma máquina de costura elétrica de mesa. Maria casou-se com Eugênio da Costa, e o casal tem dois filhos. Moraram em Tunas e vieram para Não-Me-Toque em 1998, onde vivem e desde então estão integrados ao CTG Galpão Amigo. Eugênio integra os Cavaleiros da Tradição, e Maria é colaboradora nos eventos. Mas a costura é sua grande realização. Durante muitos anos costurou vestidos de prenda e bombachas para uma loja. Agora dedica-se à costura sob medida. As bombachas são as principais peças que estão na sua mesinha de costura e na máquina. Os favos, que são detalhes importantes nas bombachas, são feitos com muito capricho e pesquisa. Sempre que vê um modelo diferente, fotografa ou grava na memória e depois reproduz para os clientes. As cavalgadas mensais garantem que as encomendas de bombachas ocorrem durante todo a ano. Tem clientes de diversas cidades da região. Sempre tem um tecido novo e uma arte diferente de favos que encanta dos gaúchos. Em Não-Me-Toque Maria da Costa deve ser a única costureira de bombachas e realiza um trabalho digno de admiração. Todo gaúcho bem pilchado precisa de uma bombacha larga com favos que destacam a peça. Quem precisar pode fazer contado pelo 54 9622-7156 #bombacha #costureira #culturagaucha
Fonte: A Folha NMT
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