Varejo do Rio Grande do Sul já fechou mais de 5 mil empregos em 2026 O comércio varejista do Rio Grande do Sul eliminou 5,3 mil empregos com carteira assinada no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento com base nos dados do Caged, do Ministério do Trabalho. O resultado é o pior para o período desde 2024, ano marcado pelas enchentes no Estado. Ao todo, foram registradas 164,5 mil demissões e 159,2 mil contratações, resultando em saldo negativo de 5,3 mil vagas. O segmento mais afetado foi o de artigos de vestuário e acessórios, que perdeu cerca de 2,2 mil postos de trabalho. Também apresentaram queda os setores de móveis, colchoaria e iluminação (-520 vagas) e calçados (-463). Em contrapartida, os postos de combustíveis criaram 951 vagas, enquanto os supermercados abriram 576 empregos. Especialistas apontam que fatores como juros elevados, endividamento das famílias, crescimento das apostas on-line (bets), avanço do comércio eletrônico e a redução do consumo têm pressionado o desempenho do varejo. No Rio Grande do Sul, somam-se ainda os impactos das estiagens e das enchentes que afetaram a economia nos últimos anos. O cenário não é exclusivo do Estado. Entre os maiores saldos negativos de empregos no varejo estão São Paulo (-16,5 mil vagas), Rio de Janeiro (-9,2 mil), Minas Gerais (-5,5 mil) e o próprio Rio Grande do Sul (-5,3 mil). Fonte: GZH | PortalNMT
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