RS tem maior uso de sementes ilegais de soja
RS lidera uso de sementes ilegais de soja no Brasil, aponta estudo O Rio Grande do Sul é o estado brasileiro com o maior índice de utilização de sementes ilegais de soja, segundo levantamento da Consultoria Céleres, encomendado pela CropLife Brasil. O estudo aponta que 28% das sementes utilizadas nas lavouras gaúchas têm origem ilícita, percentual muito acima da média nacional, de 11%. Na sequência do ranking aparecem Minas Gerais (23%), São Paulo (20%), Pará (20%) e Piauí (20%). De acordo com a CropLife Brasil, o uso de sementes ilegais gera um prejuízo estimado em R$ 10 bilhões para toda a cadeia produtiva do setor sementeiro. O levantamento esclarece que a chamada "semente salva" — quando o produtor guarda parte da própria colheita para plantar novamente em sua propriedade — não é considerada ilegal, desde que seja utilizada exclusivamente na própria lavoura e respeite as exigências previstas em lei. O problema ocorre quando essas sementes passam a ser comercializadas ou distribuídas para terceiros. Segundo a diretora de Biotecnologia e Germoplasma da CropLife Brasil, Catharina Pires, três fatores explicam a liderança gaúcha: a fragilidade financeira enfrentada pelos produtores após sucessivas perdas causadas por eventos climáticos, o clima mais frio do Estado, que facilita o armazenamento dos grãos, e a proximidade com fronteiras internacionais, favorecendo o contrabando de insumos agrícolas. A entidade alerta que o uso de sementes sem certificação representa riscos econômicos, sanitários e ambientais. Além da perda de produtividade, sementes de origem desconhecida podem introduzir pragas, doenças e plantas invasoras ainda inexistentes no país, comprometendo a produção agrícola. Atualmente, a CropLife estima que 67% das sementes de soja utilizadas no Brasil sejam certificadas, enquanto 22% correspondem às chamadas sementes salvas e 11% são ilegais. Fonte: Correio do Povo | PortalNMT
Fonte: Portal NMT
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